sexta-feira, maio 25

Nessum dorma


Hoje precisei do embalo do tempo e pus o mesmo disco que  ouvias todos os Domingos de manhã. Nas minhas mãos vi os teus dedos longos e brancos colocando delicadamente a agulha sobre o vinil preto. Depois vi-te sentado no sofá de cabedal com a cabeça ligeiramente inclinada para trás e as mãos entrelaçadas sobre as pernas. Hoje fiquei de novo à porta da sala, sustendo a respiração, que a musica que amavas sem condição, seguia em silêncio os teus passos calçados de picotado inglês.  Quando terminava, olhavas-me por cima do ombro e dizias, Turandot era uma princesa. Ou quero acreditar que o dizias, porque se o fizesses eu sorriria. Hoje, os meus dedos crescem enquanto a oiço, ficando dois tempos atrás dos teus.  Turandot era uma princesa com olhos de amêndoa. As memórias  coexistem com a fé do que devia ter sido. Encosto a cabeça nos acordes que me amornam o tempo que ficou deste lado, o teu rosto é um gesto atrás dos meus olhos e  no momento antes do arranhar da agulha no vazio, repetes-me baixinho, Turandot era uma princesa.

Hoje, se aqui estivesses,  partilharia contigo o momento assim.

Finaciers


125g de amêndoa moída
5 claras
175g de açúcar
150g de manteiga derretida
1 colher de café de sal
50g de farinha
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá de baunilha

Derreta a manteiga e deixe arrefecer.  Misture a amêndoa, a farinha, o açucar e o sal. Junte as claras e envolva tudo numa pasta. No fim adicione a manteiga e baunilha. Leve ao forno pré-aquecido a 160º durante 20 minutos
No fim poderá decora-los com um pouco de lemon curd ou chocolate branco derretido e framboesas.

quarta-feira, maio 23

Lisboa


Desces a rua num passo que se quer dois tempos atrás do tempo da cidade. Sentes-te abrandar entre os outros, só porque o teu pensamento voa. Lá ao fundo, o rio e a luz que te embala os dias. Páras, o eléctrico passa, o acordeão nas mãos encardidas do homem da esquina toca entre o cair das moedas na caixa de sapatos.  O tempo dos outros cresce atrás de ti. Lá ao fundo, o rio, para além do cais das colunas. Há um silêncio cinzento sobre a calçada, daqueles que se lembram dos tempos fora da cidade. Não sabes que tempos são. Cresceste entre prédios e esquinas suburbanas. Entre o tempo das estações do comboio que te traz entre as criaturas que amanhecem de rosto colocado ao vidro baço da carruagem. O sinal cai e ao segundo passo acenas a quem te espera na esplanada. Pedes desculpa pelo atraso. Sempre o tempo, esse intruso que torna trôpegos os passos. Chamas o empregado e abrandas a voz ao ritmo do pó de canela que cai no pastel de quem te esperava. A canela transporta-te a um tempo de infância sem verbos, pleno de substantivos, onde o Verão passava pelo Jardim do Império .  Sorris enquanto cerras os olhos. A luz do rio tem um tempo de poema. Estás bem? Respondes que sim. Que só precisas de um momento antes das horas. Esse pequeno momento onde de deixas escorrer das paredes pombalinas até ao rio cuja luz trazes todos os dias no comboio.

Pasteis de nata


 ( aproximadamente 15)

1 embalagem de massa folhada
150ml de água
275g de açucar
1 pau de canela
Casca de laranja
Casca de limão
0,5 l leite
75g de farinha
7 gemas

Leve ao lume o açúcar, a água, o pau de canela e as cascas e deixe ferver por 5 minutos. Deixe arrefecer e reserve.
Misture a farinha com as gemas. Leve o leite ao lume até levantar fervura e adicione muito lentamente às gemas. Junte a calda.
Forre forminhas com rodelas de massa folhada ( faça um rolo e corte rodelas) comprimindo a massa com os polegares. Encha cerca de 2/3 de cada forminha com o recheio e leve a forno pré-aquecido a 250º
 ( idealmente a 300º) até folhar.
Sirva com açúcar e canela e saudades de Lisboa.

terça-feira, maio 15

Cinema Paraíso


Tinha um riso contido. Engolia as gargalhadas no pudor de quem tem vergonha de estar feliz. O riso dela era pouco mais do que um sorriso de lábios cerrados e um arquear das sobrancelhas amareladas. Os olhos claros, escondidos por detrás das lentes míopes reprovavam as gargalhadas soltas e claras da nora.  Levantava-os , em tom de reprovação, do livro que tinha sempre sobre a manta que lhe cobria os joelhos retorcidos pelas artroses. Depois quando o silêncio da compostura voltava sala onde moravam os sofás de veludo malva, baixava de novo os olhos sobre as letras miúdas que corriam no papel amarelado e seco do livro.  Passava os dias naquela cadeira de  verga, com os remates desmanchados pelo tempo lendo os livros que já lera e vendo filmes A cores, porque os a preto e branco lhe pareciam desbotados de tempo e interesse. O filho trazia-os  todas as sextas feiras do clube de vídeo ao lado do emprego. Um filme e um cartucho com meia dúzia de suspiros cor de rosa. Gostava  especialmente das histórias de amor. Das mulheres de cabeça inclinada,  tronco arqueado para trás e lábios semi-abertos. Dos rostos étereos, filtrados pelas meias de nylon.  E quase sorria, dois instantes antes do final. Mas os lábios cerravam-se e ela ficava na cadeira de verga, limpado os óculos e dizendo, foi muito lindo. Não há nada mais lindo que um filme de amor. Até que chegou aquele do miúdo italiano e do homem gordo e feio, que passava filmes em bobines. Que deixou em herança, aos miúdo dos dentes tortos, todas as cenas cortadas dos beijos. Ela sentada na sua cadeira de verga, primeiro sentiu-se arrepiar, depois os lábios franzidos e cerrados comoveram-se e teve de levar a mão à boca para esconder o sorriso que se antecipou às lagrimas que ficaram presas nos cantos dos olhos.

Suspiros de morango


4 claras
8 colheres de sopa de açúcar
250g de morangos
2 ml de água
100g de açúcar
1 colher de chá de maisena
1 colher de chá de vinagre branco

Leve os morangos  cortados em pedaços pequenos, com a água e os 100g açúcar ao lume. Deixe ferver em lume brando por 15 minutos, coe e reserve o xarope e deixe arrefecer completamente.
Bata as claras em castelos, junte as 8 colheres de sopa de açúcar e bata até obter uma massa consistente. Junte o xarope, a maisena e o vinagre e bata mais um pouco.
Com um saco de pasteleiro, deite pequenas porções de suspiro num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve a forno pré-aquecido a 100º durante cerca de uma hora.


Convidei para jantar  o realizador Giuseppe Tornatore, e o seu filme Cinema Paradiso. Esta história de ler e de comer foi integrada na 4ª edição do Desafio "Convidei para Jantar", sendo a anfitriã desta edição a Pami Sami do Blogue Menu Verde.

quinta-feira, maio 10

Refracção


Nos dias em que estórias são  mais do que eu, sento-me na janela de sempre. Aquela que corre o mundo comigo. Lá fora o mundo é amplo, feito de horizontes de luz. Os vidros tornam-se prismas dos gestos dos outros. Porque tudo é uma história, mesmo o silêncio do que ainda não foi dito. Esse é ruido da tinta riscando a fibra do papel. Nos dias em as histórias são  mais do que eu, refugio-me nos cheiros que se entranham nas páginas da memória.


Esta receita da Leonor deixou-me assim. Bem haja.

Crumble tropical ( adaptada de Flagrante delicia) :




150g de açucar
100g de coco ralado
75 g de farinha T55
125g de manteiga fria

350 g de banana
350 de abacaxi aos cubos
1 colher de sopa de sumo de lima
1 colher de sopa de sumo de laranja
2 colheres de sopa de açucar amarelo
1 colher de sopa de amido de milho

Corte as bananas em rodelas e o ananás em cubos. Misture a fruta com com açucar, os sumos e o amido de milho. Reserve-
Misture o açucar, o coco e a farinha e esfarele a manteiga com a ponta dos dedos.
Coloque a fruta em tacinhas que possam ir ao forno e cubra com a massa de farinha e coco. Leve a forno pré-aquecidos a 180º até dourar por cima


terça-feira, maio 8

Américo


Os fins de dia na terra eram ásperos e os fins de tarde sabiam a pó. Depois da jorna, ela e o irmão sentavam-se debaixo da ginjeira do quintal. Ficavam ali, no silêncio do que há-de ser, de olhos postos na curva do caminho de terra batida que morria na estrada para Lisboa. Um dia faço-me à estrada. Dizia, batendo-lhe ao de leve no joelho. E levo-te comigo. Ela sorria, e imaginava-se de rosto colado na camioneta da carreira que dobrava a curva da estrada de pó duas vezes por semana. Ao serão, as paredes caiadas e mornas abafavam os vozes do pai e do irmão. Um dia faço-me à estrada e nunca mais me põe a vista em cima, gritava o irmão. A mãe mexendo a compota que fervia no tacho fingia não ouvir e ela sentada à mesa, com as unhas tintas pelas ginjas dizia baixinho, em tom de reza de terço, leva-me contigo. Um dia faço-me à estrada, mas só fez no dia em que o pai deixou de gritar por causa da trombose. Trouxeram-no mudo e retorcido do lagar de azeite. Lá fora, na curva de terra batida ainda viu o vulto do irmão entrando na camioneta da carreira. Leva-me contigo, repetiu baixinho. A mãe fechou a porta, e o silêncio escorreu da torneira da pia gotejante para o resto das noites. Leva-me contigo.

Bolo de amêndoa e doce de ginja


250g de amêndoa moída
4 claras
50g de manteiga sem sal derretida
50g de farinha com fermento
150g de açucar
1 chávena almoçadeira de ginjas descaroçadas
1 chávena de compota de ginja

Misture a amêndoa, a farinha e o açúcar. Junte as claras e envolva bem. Adicione a manteiga e as ginjas e leve numa tarteira forrada com papel vegetal no fundo, a forno pré-aquecido a 170º até ficar dourada.
Depois de fria cubra com o doce de ginja.



sexta-feira, abril 27

Norwegian wood

A criança está encostada a um pinheiro de tronco retorcido, com os olhos  postos na réstia de céu que espreita entre as copas de agulhas. Esfrega uma das mãos no vestido largo, na tentativa vã de limpar a resina. Há uma mulher sentada nos degraus da roulote, que limpa com um lenço de papel esfarelado os pés encardidos pela areia cinzenta. Os cabelos de raízes negras emolduram crespos o rosto excessivamente magro e os olhos, tão grandes quanto os da criança, estão fixos nos pés de unhas mal pintadas. Não os levanta quando a criança a chama, franze apenas o sobrolho e responde secamente algo imperceptível. A criança olha para ela em silêncio e limpa as mãos pegajosas de chocolate na saia azul. Há também um homem de olhos pequenos, sentado dentro de um carro de portas escancaradas. Ouve-se o som de uma cítara por de trás de uma voz nasalada. O rádio está incomodamente alto e o homem fuma um cigarro enrolado à mão. A criança aproxima-se a medo e espreita por uma das portas de bordas enferrujadas. Ao senti-la próxima grita-lhe. A criança olha-o, tremendo, imóvel. Ele sai do carro e vendo o vestido manchado abana-a pelos ombros. Levanta a mão.O cheiro enjoativo do cigarro mistura-se com o dos terpenos. A criança foge aos soluços e agarra-se à mulher sentada nos degraus da roulote. Que continua impassível a limpar os pés com lenço esfarelado. Suspira. A criança tenta aninhar-se no colo, ela afasta-a com um gesto do ombro. Já sabes como ele é, não ligues. A criança continua a soluçar. A mulher olha-a contrariada. O cabelo cai-lhe por cima do golpe aberto na linha da sobrancelha. Faz-lhe uma festa desajeitada e raspa-lhe o canto da boca sujo com a unha. Era pior se ele me deixasse sozinha. Olha o homem sentado no carro e afastando a criança com a mesma mão com que lhe fez uma festa, pensa: vou pedir que me enrole um.


Deserto do Mundo, Setembro de 2009


Tarte de chocolate e doce de leite



1 receita de massa quebrada
1 chávena de doce de leite
200 g de chocolate 70% de cacau
100 ml de natas



Forre uma tarteira com a massa quebrada, pique-a com um garfo, e leve ao forno pré-aquecido a 180º coberta por papel vegetal e contas de assar durante 15 minutos. Retire o papel e as contas de assar e leve ao forno mais 5minutos. Retire e deixe arrefecer completamente. Derreta o chocolate com as natas, em banho maria. Deite o doce de leite no fundo da tarte e cubra com o chocolate. Sirva bem fria.


segunda-feira, abril 23

Sigam a música que corre pelas escadas









Da minha janela vê-se uma casa onde se respira arte.  Onde habitam agora, também, as minhas mãos.  Em Óbidos abrem-se as portas de uma casa única, que é uma escola, um chão para todos aqueles que sonham para além das janelas.

Entrem e sigam a música que corre pelas escadas.

domingo, abril 22

Oxalá




Não sabemos parar. As imagens em movimento param-nos o pensamento e por isso colamos o rosto no vidro da vida, vendo-a suceder em fotogramas que se arrastam nos olhos. Num banco de trás de um carro conduzido por um destino qualquer, sem rosto, porque tem de ser.  Queres chá? Há uma mesa que se põe nos  últimos dias de uma casa. Fico a ver o vapor encaracolar-se numa ideia qualquer enquanto esfarelo o miolo do scone com os dedos. Há uma casa que se esvazia do seu vazio de molduras e passado. Sem açúcar, por favor. A colher gira no liquido âmbar da chávena ao ritmo dos olhos que escorrem no pretérito das paredes brancas. Não  inflectimos, porque o destino é um recta  sem funções quadráticas.  Olha que arrefece.  A vida curva-se no linear do que devia ter sido. Lá fora o ar enche-se de uma cor de chumbo.  Amanhã já deve abrir, a chávena esquece-se em cima da mesa. Os recomeços têm sempre um principio frio.

Scones  de maçã e nozes



1 ovo
100ml natas
75 ml sumo maçã
300g de farinha sem fermento
2 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de chá de fermento + 2 colheres de chá de cremor tártaro
¼ de colher de chá de sal
100g de manteiga sem sal
1 chávena de nozes picadas
1 chávena de maçã seca

Misture os ingredientes secos: farinha, açúcar, fermento, cremor tártaro e sal. Junte a manteiga e esfarele-a com as pontas dos dedos. Misture os líquidos ( ovo, natas, sumo de maçã) e junte-os  à mistura anterior. Trabalhe pouco a massa, apenas o suficiente para unir os ingredientes. Depois junte as nozes e maçã e envolva na massa. Estenda a massa e dobre-a em quatro e estenda-a de nove. Corte com um cortador redondo e leve ao forno pré-aquecido a 180º até ficarem dourados.


Esta foi mais uma participação nas Dories às Sextas

quarta-feira, abril 18

Domingo


Ao fundo da sala havia uma janela de portadas de madeira branca, com vista sobre os outros terceiros andares. Havia um móvel escuro cheio de prateleiras vazias de livros, onde habitavam molduras que construíam a história de uma família a nitrato de prata.  Naquela sala aconteciam apenas três dias na semana. Nos dois primeiros,  vinha a empregada que fazia a limpeza. Abria a janela deixando entrar o ruido da luz da manhã. Cheira a bolos, dizia enquanto espreitava as pessoas que saiam da pastelaria em frente. Quando era nova comia muitos, cheio de chantilly. E deixava a cidade escorrer no soalho velho enquanto levava o balde  para o outro lado da casa.  No último dia, dessas semanas longas de apenas três dias, vinha o filho. Abria a janela para deixar entrar as memórias de infância e deixar sair o cheiro bafiento do tempo parado. Cheira a bolos. E a chocolate, talvez, dizia.  Lá em baixo as pessoas regressavam da missa, debaixo do repicar dos sinos. Não lhe cheira a bolos, mãe? Ela sentada num canto solarengo da sala desde o princípio dos dias, dizia que não, com a mão trémula e engelhada. Ele juntava-lhe as pernas manchadas e fracas, pegava-a ao colo e trazia até à varanda. Faz-lhe bem apanhar ar. Ela franzia as pálpebras grossas e punha a mão em pala enquanto respirava o ar que pingava na folhagem dos plátanos.  E agora? Já lhe cheira a bolos?  Ela sorria acenando com a cabeça. Comia um. Mas só depois da missa.


Sanduíches de chantilly e morangos




125 g de farinha com fermento
100g de chocolate em barra
150 g de açúcar
4 ovos inteiros
80g de manteiga sem sal
3 colheres de sopa de cacau
1 pacote de natas frescas
2 claras
4 colheres de sopa de açucar
Raspa de laranja
250 g morangos

Derreta o chocolate com a manteiga. Bata os ovos com o açucar e adicione o chocolate derretido. Deite a farinha e o cacau e envolva cuidadosamente. Leve ao forno, pré aquecido a 180º até que espetando um palito este saia seco. Deixe arrefecer complcatamente. Bata as claras em castelo e junte açucar. Bata até ficarem firmes. Bata as natas e junte a mistura de merengue e a raspa de laranja. Corte os marangos e pedaços pequenos e misture. Leve ao frio.
Com um cortador de bolachas, corte rodelas do bolo e recheie com chantilly

sexta-feira, abril 13

Retorno


As estórias dele só poderiam ter acontecido lá. Porque tinham um lugar. Um cheiro. Um céu. As dela podiam ser em qualquer parte do mundo. As estórias dele não cabiam no velho saco da TAP. Transbordavam, sempre que ele guardava lá dentro mais um objecto inútil, daqueles que esperam serem úteis um dia.Nunca eram. As estórias dela cabiam, arrumadas, no álbum de fotografias. Todas elas tiradas dentro de casa, todas elas cheiravam a quotidiano. A roupa estreada, a receita levada em travessa de enxoval ao lanche com as pessoas de sempre. Ele todos os dias olhava para o velho saco da TAP, arrumado no canto escuro da dispensa. Continua cheio, pensava. E para que não transbordasse, por vezes desdobrava as suas recordações em forma de estórias. Que tinham rectas intermináveis e jacarandás em flor. Que sabiam a cerveja e conversas ao fim da tarde. Ela por vezes lembrava-se do seu álbum. Já lá não cabe mais nada. O retorno já foi feito, pensava. E encolhendo os ombros, dizia. Nunca me dei bem com o calor de lá . 

(Deserto do Mundo, Março de 2010)

Lembrei-me desta história enquanto esperava pacientemente que o doce de leite fizesse ponto. A baunilha e a lentidão do tempo têm destas coisas.

Doce de  Leite



1 litro de leite gordo
500g de açúcar
1 vagem de baunilha
1 colher de café de bicarbonato de sódio

Leve o leite, o açúcar e a baunilha ao lume. Quando levantar fervura adicione o bicarbonato ( tenha o cuidado de fazer isto num tacho grande, porque a reacção faz aumentar o volume). Leve novamente ao lume, muito brando, até fazer ponto. ( Ao fim de cerca de 1h e 30 minutos )