Havia um velho gira-discos ao fundo da sala, que só lhe
chamavam fundo porque ficava no lado oposto da janela. O tio punha o velho disco de valsas, e a tia
insistia em ensinar os mais novos a dançar. Um, dois, três, e o corpo farto da
mulher de sessenta anos ganhava uma leveza
sobre o tapete de arraiolos. Gosto muito de Strauss, dizia outra tia, uma que
nunca se levantava, que se deixava estar, sentada de costas para a janela com a
chávena e o pires suspensos na mão engelhada.
Do pai ou do filho? Perguntava o tio, enquanto limpava os discos de
vinil com uma escovinha de veludo. Havia
sempre uma sobrinha que não sabia dançar. Pescoço levantado, como a Sissi, a
imperatriz das valsas de Strauss. Filho? Gostava tanto de conhecer Viena de
Austria, suspirava tia da chávena de chá. A outra, a de corpo farto, pensava se haveria outra Viena que não fosse de Austria, enquanto girava dançando com ela mesmo, com o pescoço
retesado e inclinado para trás a querer parecer mais alto. A outra tia pousava o chávena na mesinha de
centro, que fora arredada e dizia, a Romy Schneider era belíssima. Pena ter
morrido tão nova.
Estórias de ler e de comer para o desafio Convidei parajantar, desta vez na casa da Alice na Cozinha Maravilha.
Uma espécie de
Sacher torte
5 ovos
150 g de chocolate em barra + 125g para cobertura
160 g de açúcar
75g de manteiga sem sal +
2 colheres de sopa para a cobertura
250g de compota de alperce
120m de natas
Derreta o chocolate com a
manteiga, reserve. Bata as gemas com metade do açúcar, reserve. Bata as claras
em castelo, adicione o restante açúcar e bata até ficar em merengue. Misture o
chocolate com as gemas e depois envolva com massa de claras.
Leve ao forno pré-aquecido a
150º, numa forma forrada com papel vegetal durante cerca de 50-60 minutos.
Retire e deixe o bolo arrefecer completamente dentro da forma.
Derreta o chocolate com as natas
e as duas colheres de sopa de manteiga. Barre o bolo com o doce de alperce e
cubra-o com a ganache de chocolate. Se desejar decore-o com alperces secos.